O Atlântida: O Continente Perdido

Uma Lei da Ciência Hermética (temos que recorrer a ela se quisermos de fato entender certos mistérios que nos cercam) também ensina que não traz a glória alcançar sozinho o topo da montanha. Seres em adiantado estado de evolução, talvez bastante próximos do retorno à Divindade, fazem exatamente o papel daqueles que, renunciando à consecução do cume da montanha, retornam por um ato de pura misericórdia e amor, para dar as mãos àqueles que estão tropeçando no princípio da subida.

defaultPois assim é o Universo: mundos em estado selvagem, como era a Terra nos seus primórdios, outros em estado intermediário; outros ainda em plena evolução e finalmente os mais evoluídos. Da matéria bruta ao Espírito Puro, esse será o inevitável caminho tanto para as almas quanto para os planetas que as abrigam, de forma idêntica seres que são vivos, sensíveis e sobretudo maravilhosos – cumprindo também as suas etapas evolutivas, de acordo com a Imutável Lei Divina!

Contudo o domínio da tecnologia não significa necessariamente a evolução da alma. Temos a prova disso aqui mesmo nessa nossa pequena morada. Apesar de tantos progressos a criatura humana do planeta Terra perdeu a identidade e também a sua identificação divina. A curva do progresso material, infelizmente não acompanhou a outra que diz respeito ao progresso espiritual, as quais – por uma simples questão de lógica – deveriam ascender conjunta e simultaneamente.

A Tradição Mística nos diz que a Terra era um planeta jovem e em processo de formação. Foi quando precisamente seres muito evoluídos aqui chegaram, descendo das proximidades do “topo da montanha”, para estender as suas mãos àqueles que ainda rastejavam na escuridão e na ignorância.

Ensinaram as artes da civilização às rudes criaturas aqui encontradas. Aprimoraram uma raça incipiente, estabelecendo as noções mais elementares de convívio social e da organização de leis. Tutelaram-na durante séculos, propiciando a verdadeira Idade do Ouro, através de uma cultura brilhante e tão decantada na antigüidade.

Esses seres benevolentes ensinavam, além das demais ciências materiais, os fundamentos de uma religião que verdadeiramente aproximava a criatura humana do seu Criador.

Uma sintonia de natureza psíquica que fazia o homem compreender a sua unidade e notadamente a sua interação com todos os demais seres sensíveis que habitam a maravilhosa Obra de Deus:

A reencarnação através de diferentes existências e estágios, com a conseqüente passagem de mundos embrutecidos para mundos mais elevados, tornando a matéria cada vez menos densa até a consecução do espírito. Enfim, a cada um conforme as suas obras, até que o caminho fosse verdadeiramente encontrado!

Ensinavam que cada mundo na vastidão é como as partículas de um átomo que orbitam ao redor de um núcleo, em constante movimentação. Esse núcleo, origem da luz e fonte de toda a vida, pode ser considerado o Divino Andrógino, o DUPLO DE DEUS – uma exteriorização visível do poder e da benevolência do Criador de Todas as Coisas! Daí a adoração reverente ao Sol que prestavam as antigas civilizações, certamente muito mais evoluídas espiritualmente do que a nossa. Pois, sabiam, os sóis visíveis não passam de meros reflexos do ASTRO-ZERO, O Círculo Puro, Eterno, Transformador da Substância Não – Manifestada – enfim, a origem e sustentação de toda a Criação!

Uma dessas civilizações, precisamente a Atlântida, floresceu na antigüidade remota, graças à tutela desses seres luminosos os quais dotados de fantásticas naves capazes de se deslocarem pelos céus e também através do espaço sideral, promoviam o intercâmbio com outros mundos e civilizações – espalhados pelo Universo vivente. Dizem os Registros Arcanos que a Terra tornara-se parte de uma federação galáctica, recebendo periodicamente as visitas desses grandes Mestres e Iniciadores Universais.

Porém, posteriormente aqui chegara uma outra raça vinda das estrelas distantes, fugitiva de uma guerra que assolara o seu mundo. Eram, em princípio, exatamente DUAS NAVES ESPACIAIS – daí o mito de Adão e Eva que perderam o seu paraíso graças à utilização indevida dos frutos da ciência do bem e do mal!

O Talmud, por exemplo, é bastante expressivo nesse particular.

Lilith, um demônio feminino metafórico, conforme descrito nas suas páginas, está associado a uma certa “lua negra” e por sua vez é apontado como “a primeira mulher de Adão”, que veio a se tornar progenitora dos monstros, demônios e gigantes aqui na Terra. Segundo a Tradição, não querendo submeter-se ao seu marido abandonou-o para viver na região do AR. Este demônio é representado pela figura de uma mulher nua, rosto monstruosos, cujo corpo termina em uma cauda de serpente e, diz-se, habitaria os DESERTOS e as RUÍNAS ABANDONADAS!

Também esses seres aqui chegados, os chamados “anjos decaídos” dos relatos bíblicos, comandados por alguém que mitologicamente fora da mesma forma confundido com um “anjo”, aqui se estabeleceram através de fantásticas comunidades bem como outros focos de civilizações, espalhados por alguns pontos do planeta.

Dotados de avançadíssima tecnologia, porém espiritualidade “zero”, essas criaturas estão descritas com bastante propriedade através do cronista Isaías, Capítulo 14, Versículo 12:

Como caíste do céu, ó tu brilhante filho da alva! Como foste cortado rente à terra, tu que prostravas as nações!…Os que te virem te fitarão: examinar-te-ão de perto, dizendo: é este o homem que agitava a terra, que fazia tremer as nações, que fez o solo produtivo como ermo, que lhes derrubou as próprias cidades…? Mas no que se refere a ti, qual rebento detestado, revestido de homens mortos, traspassados com a espada, que descem às pedras de um poço, como uma cadáver calcado. Não te unirás a eles num sepulcro, pois arruinaste a tua própria terra, mataste o teu próprio povo!

Aí está, portanto, uma espantosa revelação que deve ser lida nas entrelinhas. Note-se que esse personagem denominado Lúcifer, era um homem e não um anjo. Pelo que se deduz causou uma guerra no seu mundo de origem, destruindo cidades e matando seus semelhantes. Ressalte-se que a referência “brilhante filho da Alva” pode estar relacionada ao planeta Vênus, conhecido popularmente como “a estrela da manhã”, ou seja o astro que mais brilha no alvorecer!

Esses marotíssimos e erroneamente denominados “anjos” – cujos sucessores por sinal ainda hoje são sacrilegamente reverenciados – e que não sendo nada bobos apreciavam os prazeres mundanos e carnais, até mesmo coabitando com as mulheres terrestres, geraram inclusive uma descendência pervertida, conforme amplamente descrita nas lendas e livros sagrados tradicionais bastante antigos.

Os povos colonizados pela Atlântida, por sua vez, recebiam instruções dos benevolentes sábios extraterrenos e as marcas dessa afiliação, precisamente as pirâmides, espalhavam-se pelos pontos de conjunções de forças do planeta. As correntes cósmicas e telúricas eram por elas condensadas e formavam, por assim dizer, pontos focais de proteção e equilíbrio geológico, beneficiando assim a agricultura e o psiquismo dos povos tutelados.

A Pirâmide Suprema, situada naquele perdido continente, era portanto energeticamente ligada às demais, tornando assim a Terra um formidável receptáculo de forças cósmicas, dotadas de energias extremamente sutis e poderosas.

Os alienígenas decaídos, contudo, sentiam cobiça e ambicionavam se tornar os senhores de tudo isso. Chegaram-se ardilosamente aos povos tutelados pelos sábios e através das mentiras e outras manobras ardilosas, conseguiram ganhar a sua confiança. Tinham unicamente para oferecer as glórias materiais em detrimento das conquistas do espírito. Aí está, portanto, aquilo que metaforicamente foi traduzido como “a tentação da SERPENTE”!

A presença daqueles sábios era, contudo, o maior obstáculo à sinistra consecução dos seus objetivos. Estimularam então as revoltas e o povo tutelado, auxiliado pelas criaturas decaídas, apoderou-se das incríveis fontes de tecnologia dos seus preceptores, renegando-os. Começavam as manobras ambiciosas e então, profundamente entristecidos, nossos verdadeiros mentores deliberaram abandonar a Terra e deixar que os seus ingratos habitantes colhessem os amargos frutos que espontaneamente escolheram por semear!

O inevitável cataclismo celeremente se aproximava. Os sábios que dirigiram a nossa evolução, transformando-nos À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA, sabiam que a alteração promovida na Pirâmide Suprema – que hoje repousa nas profundezas do Oceano Atlântico – causaria profundos desequilíbrios à estrutura do planeta como um todo. Sabiam que chegara a hora da involução!

Uma guerra terrível e não inteiramente identificada confrontou então os continentes da Atlântida e da Lemúria (as duas grandes potências da época, assim como hoje seriam os EUA contra a URSS, ou ainda a CHINA). Montanhas tremeram e foram inteiramente tragadas pela devastação causada pelas armas que ainda hoje estariam muito distantes dos nossos sonhos mais ousados. A Terra, totalmente abalada, teve o seu eixo de sustentação alterado. Oceanos em fúria submergiram tudo, transformando terras habitadas em mares e os mares em vazios.

Cinzas espessas cobriram os céus, exterminado inapelavelmente as mais diversas criaturas que sob eles habitavam, soterrando assim para sempre as cidades blásfemas e suntuosas, juntamente com toda a sua decantada tecnologia!

A Lei se cumprira. Alguns missionários do espaço ficaram voluntariamente na Terra após o cataclismo, ao passo que a maioria regressou às suas origens. Não acharam conveniente reconstruir o império após aquela depuração, porquanto tal medida violaria o Plano Universal. Aqueles que ficaram partiram então para as terras do Egito (uma das colônias distantes e ainda intacta), para novamente guiar os seres rudimentares em direção a um outro caminhar evolutivo, na esperança que a lição viesse um dia a ser devidamente assimilada e compreendida.

Graças a eles o Egito conheceu a mais fantástica civilização de uma nova antigüidade que surgia e nos seus primórdios contou com o governo benevolente, porém silencioso, desses sábios e mestres muito evoluídos, originários de distantes mundos.

Todavia esses missionários não nos abandonaram inteiramente. De tempos em tempos, alguns deles vêm até aqui, descem à Terra, para auxiliar no nosso caminhar evolutivo. São criaturas de Luz, verdadeiramente os filhos do Amor Universal, responsáveis, como deveria ser do nosso conhecimento, pelas tentativas até hoje frustradas de abrir um novo ciclo, situando-nos em direção a uma oitava de evolução acima na nossa peregrinação cósmica.

Em contrapartida, os “anjos decaídos” continuam a nos espreitar e também tentar –exatamente como acontecera naqueles tempos mais remotos. A humanidade, através do livre arbítrio, é senhora, porém, dos seus destinos e portanto plenamente apta à escolha dos próprios caminhos. A História é cíclica e sempre se repete, até precisamente o ponto em que as lições passadas sejam compreendidas e os muitos erros cometidos através dos tempos sejam devidamente reparados. Trata-se de um implacável determinismo!

Tudo isso que aqui acabou de ser dito seriam meras fábulas ou especulações esotéricas? Decididamente NÃO! São registros históricos que permaneceram guardados por milênios no seio de Fraternidades Iniciáticas autênticas e que, somente agora, quando os tempos se fazem maduros, podem ser reveladas sem maiores perigos.

Platão (que foi um iniciado), nas suas obras Timeu e Crítias, tinha portanto razão quando, de acordo com a compreensão da época, revelou nuances a respeito do perdido continente. Essas narrativas foram por sua vez baseadas nos relatos de Sólon, seu avô, que esteve em peregrinação às terras do Egito e em contato com os mais altos mestres da época, os quais lhe transmitiram dados históricos contidos em velhos registros, sob a mais rigorosa guarda nos seus secretos santuários.

Esses registros, além de descreverem a suntuosidade das edificações do perdido continente, têm precisamente na obra denominada Crítias a sua parte mais reveladora, quando diziam que ocorrera uma guerra entre a Atlântida e os povos que habitavam além das colunas de Hércules. Continuam com a revelação que os “noutros tempos deuses dividiram entre si a terra inteira, região por região, e sem disputa…Portanto, tendo obtido nessa justa partilha o lote que lhes convinha, povoaram cada qual a sua região e, quando ela ficou povoada, CRIARAM-NOS, a nós, seus rebanhos e crianças, como os pastores criam seus próprios rebanhos”.

E talvez a parte que mais se torna impressionante é aquela que ficou para sempre interrompida na obra de Platão (grifos nossos):

Enquanto conservaram a sua natureza divina, viram aumentar os bens que falei. Mas quando a porção divina que estava neles se deteriorou pela freqüente mistura com muitos elementos mortais e o caráter humano predominou…conduziram-se de maneira imprópria infectados por injustas cobiças e pelo orgulho de dominar. Então OS DEUSES para castigá-los se reuniram na sua morada, a mais preciosa, aquele que, situada no centro do universo, vê tudo o que participa da geração, após perceber o estado de uma raça que outra fora virtuosa, disseram….”

Essa abrupta interrupção em Crítias, talvez possa explicar o trágico fim do perdido continente. Os tais “deuses” disseram exatamente o quê? Destruir através de expedições espaciais militares e punitivas a colônia terrestre da Atlântida, por exemplo? Parece que sim pois a tragédia, de acordo com os relatos, foi de uma natureza tão intensa que jamais poderia ter sido causada por fenômenos naturais.

De acordo com essa Tradição e também reforçando tal hipótese, pode-se concluir que os missionários cósmicos que partiram e aqueles que imigraram para a colônia afastada do Egito, bem antes que ela ocorresse, já deviam estar sabendo desse ataque com a devida antecedência.

Mas, em termos concretos, aonde exatamente estaria situado esse continente? Platão o classificou como uma “enorme ilha, maior que a Líbia e a Ásia juntas, a oeste do Nilo”, Isto é, precisamente no ocidente. Acredita-se que seus restos submersos repousem hoje no Atlântico Norte, entre o continente africano e as Américas do Norte e parte da Central, exatamente na região do fatídico Triângulo das Bermudas!

De fato, além dos desaparecimentos misteriosos de navios, aviões e seres humanos há bastante tempo, bem como inexplicáveis distorções de tempo, estranhas edificações submersas já foram detectadas e inclusive fotografadas naquela área. A famosa “Muralha de Bimini”, por exemplo, trata-se de uma construção verdadeiramente ciclópica que percorre centenas de metros sob o fundo do oceano. Também, colunas talhadas em pedras, círculos rochosos, estruturas hexagonais, curiosos “símbolos” pétreos e, o mais importante de tudo, uma colossal pirâmide (descoberta pelo navio-sonar sob o comando do capitão Don Henry) e que supera em proporções a de Gizé, no Egito, já foram mapeados e até registrados, sabendo-se perfeitamente as suas localizações nas profundas águas do oceano!

Muito mais importante do que isso, todavia, é a sempre insistente presença dos OVNI naquelas paragens, constantemente vistos mergulhando na região ou emergindo das profundezas abissais – sempre em espantosas velocidades e rumo ao espaço sideral.

Em todas as partes do mundo, os mais diversos povos (aí incluindo-se mesmo os esquimós e os indígenas mais afastados) falam na suas tradições a respeito de uma grande terra que fora tragada pelo mar em fúria. Até mesmo o nome Aztlan surge em alguns lugares. Fatos históricos que passaram de geração para gerações através dos tempos? Muito provavelmente sim.

E para os mais céticos até mesmo a Bíblia, que muito embora deturpada no transcorrer do tempo relata FATOS HISTÓRICOS, faz uma clara alusão à sua existência, precisamente na Segunda Carta de Pedro aos apóstolos, Capítulo 3, Versículos 4 a 13:

Ora, desde o dia em que nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas continuam exatamente como desde o princípio da Criação. Pois, segundo o desejo deles, escapa-lhes o fato de que nos tempos antigos havia céus e uma terra sobressaindo compactamente à água e no meio da água. E por estes meios, o mundo daquele tempo sofreu a destruição ao ser inundado pela água

Tudo parece, pois, indicar que a Atlântida não é uma simples lenda. Mais dia, menos dia, e de surpresa em surpresa, este nosso mundo, já no seu Terceiro Milênio tomará conhecimento dessa realidade!

Fonte: Insólito! Mistérios do Céu, da Terra, do Espaço e do Tempo – Sérgio Russo

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