Epílogo: O Terrível Mistérios da Rosa

Dispõe O Eterno Escriba e, havendo escrito, a folha vira.
E não há ciência ou devoção
Que apague uma linha.
E não há pranto sofrido que

Risque uma palavra.
Ah, todo choro é vão!

(RUBAYAT)

imagesPode o simples simbolismo velado de uma flor guardar um dos maiores mistérios iniciáticos? A resposta é SIM! E já que os tempos se fazem quase maduros, para finalizar as páginas deste livro, vamos fazer a sua integral e espantosa revelação, complementando assim aquilo que o notável escritor, e também um iniciado, Robert Charoux (inegavelmente um mestre do Realismo Fantástico), certamente teve autorização, ainda que parcialmente, para divulgar na década de 60:

A Rosa, a mais sublime dentre todas as flores da natureza, já era venerada nos tempos da perdida Atlântida e teve essa veneração perpetuada pela grandiosa civilização do Antigo Egito.

Esotericamente e por excelência, ela simboliza os mais profundos segredos guardados. Desde aqueles tempos recuados, e também por toda a Idade Média ocasião em que prevalecia o obscurantismo, um ramo de rosas colocado sobre uma mesa significava que os participantes de uma conversa estavam sob a condição de sub-rosa e que através de um sagrado e inviolável compromisso, nada do que fosse ali tratado deveria transpirar, sob o risco de sujeitar o infrator à MORTE!

Assim sendo, durante um passado remoto, antigos Mestres Rosacruzes propuseram ao seus discípulos, para desenvolvimento, o seguinte axioma esotérico: “Somente a água pura da verdade nos conduzirá à compreensão do mistério superior da Rosa”.

Essa frase, aparentemente simples e inocente, atravessou milênios sem conta totalmente incompreendida, porém guardando consigo um dos maiores, senão o maior e mais terrível de todos os mistérios sagrados!

Esse profundíssimo mistério por ela velado, e que por sinal NOS DIZ RESPEITO, ou seja à humanidade do Terceiro Milênio, somente foi compreendido por uns poucos e verdadeiros iniciados quando na década de 60 os cientistas franceses revelaram à perplexa comunidade de sábios o resultado espantoso de uma pesquisa que fora levada a efeito, envolvendo uma simples composição de elementos, sempre presentes no nosso dia-a-dia e
que é denominada …ÁGUA!

Essa inusitada experiência constatou que o H2O sintético, isto é água comum, produzido em laboratório pela simples adição dos elementos que entram na sua composição (partículas de Hidrogênio e Oxigênio), desde que não exposta à radiação eletromagnética e vivificante do sol – assim como ocorre na natureza – é sinônimo de MORTE, uma vez que se transforma no maior e mais poderoso de todos os venenos, onde nenhuma forma de vida poderá se desenvolver e que também NENHUM recipiente poderá conter devido à sua elevada potencialidade de corrosão e dissolução. Enfim, o mais poderoso de todos os ácidos!

Aqui, portanto, temos a primeira parte do nosso enigma: em síntese, ÁGUA PURA = MORTE.

Mas existe uma segunda parte, passemos a ela: Também a VERDADE, quando se situa no plano das emoções, fraquezas e paixões dos homens, pode significar a MORTE daquele que se atrever a pronunciá-la. Cristo, Ghandi, Akhenaton, Luther King, John Lenon, Kennedy e outros tantos mártires pagaram muito caro quando tentaram levar a verdade e a compreensão aos homens. Mesmo nos dias de hoje, os cientistas, os políticos, alguns meios religiosos e sobretudo iniciáticos sabem muito bem disso, pois NEM TUDO pode ser revelado às massas, sob pena de severos riscos.

E por ser extremamente lógica, qual é mesmo a maior e única verdade de toda a vida senão a morte? A alma, quando imersa na matéria, morre para a vida superior. A verdadeira vida não é absolutamente a da matéria mas, sim, a do espírito. Sócrates, o grande filósofo grego, e outro que pagou caro por tentar divulgála, afirmava que para conhecer a verdade, todo homem sadio, todo filósofo, deveria se esforçar para morrer um pouco mais cedo!

A morte, por sinal, está constantemente ao nosso lado, desde que pela primeira vez abrimos os olhos para este mundo. Jamais alguém, por mais sábio que tenha sido, pôde saber qual seria o seu último dia, o seu último minuto, ou mesmo o penúltimo segundo que antecederia à sua inevitável chegada!

Assim, de posse da segunda chave desse enigma (VERDADE também igual a MORTE), sigamos ao seu terceiro ponto:

A ROSA, por sua vez a mais bela dentre todas as flores, traz consigo um elevadíssimo simbolismo, tanto no plano esotérico quanto no exotérico: ela jamais se reproduz por intermédio de sementes. Quando em vida – e pouca gente sabe disso! – é apenas um botão. Nessa condição, Ela se fecha sobre o seu próprio coração, o seu íntimo, guardando toda a sua beleza em sublime introspecção. Finalmente, quando se abre à luz, irradiando todas as suas cores e matizes, revelando toda a sua esplendorosa beleza e espargindo o seu suave perfume… terá chegado a hora da sua morte!

Por conseguinte, constatamos naquela antiqüíssima e misteriosa frase que a morte fecha um triângulo, uma forma de manifestação, qual seja:

Somente a água pura (MORTE) da verdade (MORTE) nos conduzirá à compreensão do mistério superior da Rosa (MORTE)!E para adensar ainda mais esse mistério, os antigos alquimistas completaram o desenvolvimento dessa sentença com um outro axioma: “A Grande Obra, para ser consumada, exigirá a regeneração pela ÁGUA PURA”.

Começamos, neste ponto, a entender o terrível sentido desses dois antigos axiomas, pois sabemos que foi exatamente na década de 60 – quando então os cientistas do Instituto Pasteur divulgaram os resultados da experiência com a água-pura – que o nosso pequeno planeta, juntamente com o sistema solar do qual faz parte, ao cumprir a sua trajetória espiralada pelo Universo, ingressou na faixa vibratória de AQUÁRIO, precisamente a era que marcará a TRANSIÇÃO (esotericamente sinônimo de MORTE) da ÁGUA para o AR… a passagem da matéria para o ESPÍRITO!

Enfim, a MORTE DE UMA ERA para o surgimento de outra!

Assim, fica bastante claro e evidente: para ocorrer essa GRANDE OBRA – de uma maneira ou de OUTRA! – deverá ocorrer a regeneração pela Água Pura…A MORTE da civilização decaída e materialista para que possa haver o retorno do espírito e da Sagrada Luz que um dia se extinguiu na Terra!

Nos nosso céus, desde muito, estão presentes naves e seres encarregados de vigiar. Ainda outra vez o inevitável fim da espécie pervertida já se manifesta pelas convulsões sociais, pelas guerras, pelas epidemias e notadamente através das justificadas revoltas da natureza violentada. Nada impede, contudo, que uma outra espécie de justiça, mais forte, eficaz e sobretudo drástica, venha um dia qualquer a se fazer presente.

Mas não seria isso algo verdadeiramente urgente e até necessário? O sofrimento ensina ao homem a encarar a vida sob a ótica de um prisma muito mais exato. Esse tem sido, infelizmente, o caminho escolhido pela humanidade desde as mais remotas eras.

Aquário, a era da síntese e da sublimação do espírito, sob a égide da natureza e das Leis Superiores, forçosamente promoverá, DE UMA MANEIRA OU DE OUTRA, o batismo através da ÁGUA PURA, bem como a regeneração através da VERDADE!

Como, enfim, a MORTE é a maior VERDADE de toda a vida e desde que essa verdade é representada pela perpetuação, uma contínua transformação, seja através da evolução ou lamentavelmente pela involução, haverá sempre, por força de uma Lei inexorável, a promessa de um novo renascimento. E por uma simples questão de justiça, a matéria dissoluta será o anátema para os materialistas e o Éter representará a glória, o sublime troféu para os espíritos puros!

E, certamente, através da regeneração completar-se-á então a GRANDE OBRA, surgindo assim a cristalização do distante sonho acalentado pelo amado Akhenaton, do Egito; por Jesus, O Nazareno e muitos outros iluminados, quando todas as criaturas da Terra, os verdadeiros e poucos Filhos da Luz, serão irmanadas a todos os demais seres sensíveis que povoam a Inefável Criação do Absoluto; praticando sob todos os aspectos o maior e mais sublime de todos os sentimentos que é precisamente o amor.

O tempo tão sonhado e esperado em que, por fim, a VERDADE prevalecerá e já não mais será sinônimo de morte mas, sim, de VIDA! A abençoada Era na qual a criatura humana, após redimida e liberta de todos os grilhões, comungará com as benesses da natureza, ascendendo a outro degrau, situado uma Oitava de evolução acima.

O preciso momento que marcará o retorno pleno dos Irmãos Luminosos, desde muito distantes e afastados, que voltarão finalmente para nos abraçar e também amar.

Então, quando isso vier a ocorrer, todo o cintilante Universo Vivente regozijar-se-á pois a LUZ, a VIDA e o AMOR, desde muito esquecidos, voltarão a brilhar em um dos seus inúmeros recônditos:

Pois precisamente ali, naquele pequenino ponto perdido em meio à vastidão estrelada, terá ocorrido, assim como era no Princípio, o mais sublime de todos os reencontros:

Através da Justa e Perfeita compreensão da única e maior de todas as religiões – a Religião Cósmica, Universal – o habitante do planeta Terra terá, enfim, sob o signo da Era da Rosa, reencontrado o seu Perdido Horizonte: O Horizonte Perdido do homem, que é DEUS!

Fonte: Insólito! Mistérios do Céu, da Terra, do Espaço e do Tempo – Sérgio Russo

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