Será Utópico Sobrevoar Marte Em 2018?

Quando o homem sonha em aventurar-se pelo espaço! Pois a primeira coisa que vem em sua mente é Marte. Porque? Um planeta com a metade do diametro da terra? Desde tempos remotos que cativa a mente humana. Será que é porque temos um lanço muito antigo com ele? Mas que não nos lembramos  e pior lembrar: como se deu este lanço. Porque pensamos tantos neste planeta, seria este, nosso alvo para uma futura (jornada – morada), se a Terra continuar tendo seus problemas, mesmo que sejam causados por seus habitantes.

Isto é uma possibilidade que pode ser aceita dentre muitas outras. Mas neste caso: a questão em (si) é unicamente “A Viagem Espacial” no sentido de conhece-lo, dando um “ponta pé inicial na jornada dos seres humanos rumo ao espaço”, buscando conhecimento para se aventurar mais longe. Quem sabe rumo as estrelas reivindicar o seu, o meu, o nosso lugar nestes pontos brilhantes que apenas contemplamos daqui..?

Leia uma matéria sobre tal viagem, que poderá acontecer o mais breve possível em 2018? Dúvidas neste sonho, apenas uma viagem para observa o planeta, dando voltas em torno dele. É um desejo que continuará em discussão aqui na Terra.

Planeta do Sonho Humano

Planeta do Sonho Humano

Poderá o homem dentro de alguns anos voar ao redor de Marte e voltar à Terra? Na opinião de peritos, inclusive russos, esta ideia é utópica. No entanto, tal iniciativa foi apresentada recentemente pelo primeiro turista espacial, Dennis Tito.

O multimilionário tenciona criar uma fundação privada para recolher o montante necessário à realização de um voo a Marte – de 1 a 2 bilhões de dólares, montante inferior ao custo da sonda Curiosity. A missão durará 501 dias e o lançamento está previsto para janeiro de 2018. O projeto prevê uma tripulação composta por um homem e uma mulher.

Embora Tito utilize como base uma nave já existente, a Dragon, será necessário resolver inúmeros problemas técnicos, médicos e de outra índole, afirmam os cientistas. Deverá ser confirmada não apenas a alta segurança da nave em condições de voo interplanetário, mas também pensar o sistema de manutenção da vida dos tripulantes, o funcionamento da instalação propulsora. Não está claro como irão trabalhar sistemas de comunicação e de comando da nave em campos potentes de partículas espaciais. Comenta Vladislav Petrov, chefe da seção Garantia de Segurança Radioativa de Voos Espaciais do Instituto de Problemas Médico-Biológicos:

Antes de enviar uma missão tripulada, é necessário lançar uma nave em regime automático e não obrigatoriamente para um voo ao redor de Marte, mas numa trajetória que permita ver como os sistemas da nave funcionam em condições próximas de um voo para Marte. Poderá ser uma trajetória muito alta ao redor da Lua e da Terra. A nave experimental deve ser sujeita durante um longo período ao efeito da radiação, tal como no voo real para Marte. É absolutamente irrealista fazer tudo isso em quatro anos.”

Como se afirma, os tripulantes estarão bem protegidos contra a radiação com uma camada de água e de detritos humanos de 40 cm de espessura. Será segura esta proteção em condições de voos interplanetários? Nas palavras de Vladislav Petrov, não há por enquanto normativos de segurança radioativa em voos desse gênero. Sua elaboração levará anos, mas as pessoas não podem voar para o espaço distante sem uma base científica.

Ao mesmo tempo, peritos russos não tencionam comparar a próxima missão rumo a Marte a uma outra conquista espacial da humanidade – o pouso de naves Apollo na Lua de há 40 anos. O projeto Apollo foi preparado durante muitos anos, embora um voo para a Lua durasse apenas 7-8 dias. Os componentes e sistemas de naves eram pouco diferentes dos utilizados em órbitas próximas da Terra. Diferentemente dos planos de Tito, o programa lunar não foi aventureiro, diz Oleg Mukhin, vice-presidente da Federação de Cosmonáutica de São Petersburgo:

É necessário entender claramente que também queríamos voar à Lua. Até foi desenvolvida uma sonda de descida, que hoje está exposta na nossa cidade. Foi construído um foguete pelo gabinete de projeção de Korolyov, que teve quatro lançamentos mas sem sucesso. Até voos das primeiras naves Soyuz, quando cosmonautas passavam no espaço de um aparelho para outro, foram efetuados no quadro do programa lunar.

Os autores da missão de Tito afirmam que o projeto não será realizado enquanto não for provada a sua segurança. Vários momentos diminuem os possíveis riscos. Em 2018, terá lugar um alinhamento cômodo de Marte e da Terra, que se repetirá só em 2031. Será possível utilizar uma órbita muito simples, sem manobras com propulsor e perdas de combustível e um prazo da missão teoricamente mínimos. Não será necessário pousar no planeta. Os sistemas de manutenção da vida serão os mesmos que se utilizam na EEI. A principal preocupação de Dennis Tito é o montante que será preciso pagar ao casal de voluntários. Com certeza, menos de um bilhão de dólares. Entretanto, o casal já está escolhido. O próprio Tito não duvida que conseguirá preparar a missão. “Não posso esperar até 2031, tenho 72 anos”, diz.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/

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