Olho Sol – Região Ativa Pode Produzir Flares a Qualquer Momento

Um grande grupo de manchas solares voltado para a Terra pode produzir fortes flares nas próximas 48 horas, com possibilidade de ejeção de grande quantidade de partículas carregadas em direção ao nosso planeta.

mancha_solar_ar1734_20130506-112507Cientistas da NOAA, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, estimam que existam 45% de chances de emissões de flares de raios-x classe-M, de média intensidade, mas que devido à posição das manchas é quase certo que as partículas emitidas sejam sopradas diretamente contra a Terra.

De acordo com os pesquisadores, o grupo de manchas batizado de AR1734 tem um campo magnético bastante complexo do tipo beta-gama, com energia suficiente para produzir flares de intensidade elevada.

Grupos de manchas do tipo “beta-gama” têm campo magnético bipolar, mas sua dinâmica é tão complexa que é impossível observar linhas de fluxo conectando duas manchas de polaridade oposta.

Acompanhe a Atividade Solar 

Explosão Solar – Também chamada de erupção, flare ou rajada, a explosão solar acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.

Os flares produzem forte emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.

Como consequência das explosões solares temos as chamadas Ejeções de Massa Coronal ou CME, enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Classificação – Quando observadas dentro do espectro de raios-x, entre 1 e 8 Angstroms, os flares produzem um intenso brilho ou clarão e sua intensidade permite classificar o fenômeno.

mancha_solar_ar1734_sol_20130506-112538Os flares de Classe X são intensos e durante os eventos de maior atividade podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias. Em casos extremos podem causar colapso em sistemas de distribuição de energia elétrica, panes em satélites, destruir transformadores e circuitos eletrônicos.

As rajadas da Classe M, como as esperadas, são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Tempestades menores muitas vezes seguem as rajadas de classe M.

Por fim existem as rajadas de Classe C, fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra.

Prejuízos – Anualmente, as explosões solares são responsáveis por aproximadamente 1 bilhão de dólares em prejuízos e quem mais sofre com essas perdas são as concessionárias de energia elétrica e equipamentos de satélites, que por estarem em órbita não recebem a proteção das camadas mais altas da atmosfera, que bloqueiam as partículas solares, principalmente os raios-x.

Fotos: No topo, detalhe da Região Ativa 1734 registrada pelo astrofotógrafo Alan Friedman, nos EUA. A aparência de “olhar de coruja” foi obtida rotacionando a imagem original em 90 graus, o que sem dúvida deu maior dramaticidade à cena. Acima, imagem registrada em 6 de maio de 2013 pelo satélite de observação SDO mostra a localização do grupo de manchas na superfície da estrela. Crédito: NASA/SDO, Alan Friedman, Apolo11.com

Fonte: http://www.apolo11.com/

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