Lunokhod-1: A Missão Continua

"Луноход-I"O Lunokhod 1, foi um sofisticado robô projetado pela antiga União Soviética para pousar na Lua em 17 de dezembro de 1970 a fim de pesquisar a superfície e enviar dados para a Terra.

O Lunokhod estava a bordo da nave Lunik 17 que pousou na região da Lua chamada Mar das Chuvas, ao sair do interior da nave o Lunokhod percorreu cerca de 10 quilômetros e transmitiu em torno de 20.000 imagens de TV e 200 panoramas. Chegou a superfície lunar à bordo da Estação Interplanetária Soviética (Luna 17) e trabalhou na Lua até 14 de setembro de 1971 (o dia que aconteceu a última sessão de comunicação bem sucedida com o dispositivo).

As operações do Lunokhod cessaram oficialmente em 4 de Outubro de 1971, o aniversário do Sputnik 1. O Lunokhod 1 representou, acima de tudo, um grande passo para a conquista da Lua, sendo um dos veículos espaciais mais modernos criados pela União Soviética. Destinado à estudar as características da superfície lunar, medir a radiação lunar, radiação de raios X e radiação cósmica da Lua.

Na Terra, pesava 756kg, (na Lua, pesava -128kg) com um comprimento (incluindo o painel solar aberto) de 4,42m, largura de 2,15m e diâmetro da roda de 51cm. Chegou à superfície lunar a bordo da Estação Interplanetária Soviética (“Luna 17“) e trabalhou na Lua até 14 de dezembro de 1971, o dia que aconteceu a última sessão de comunicação bem sucedida com o dispositivo (wikipedia).

Lunokhod-1 – aparelho interplanetário soviético, que baixou na superfície da Lua em 1970, “falou” novamente. Receberam dele um sinal refletido de laser, enviado do observatório na França. Com ajuda de tais eco-sinais os cientistas esperam obter dados mais precisos sobre os parâmetros de rotação de nosso satélite e sua estrutura interna.

Na época os construtores soviéticos instalaram no aparelho o chamado refletor de canto, que transmitiu aos colegas franceses. É um aparelho simples, que se encontra do lado de fora e reflete quaisquer raios. É verdade que, diferentemente do espelho, o refletor devolve o raio ao mesmo ponto de onde ele chegou. Assim que a tarefa foi formulada simplesmente: era preciso “iluminar” o lunokhod com laser e apanhar “um raio de sol” dele. Na realidade isto é muito mais complicado: atingir com um raio estreito da Terra o aparelho soviético é quase que o mesmo que acertar uma moeda a vários quilômetros.

Os franceses conseguiram. Dentro de dois segundos e meio o eco fraco do raio de impulso voltou para a Terra. Medindo o atraso do eco-sinal em relógios atômicos pode-se saber sobre a Lua algo de novo – diz o chefe de laboratório do Instituto de pesquisas cósmicas, Igor Mitrofanov:

Se soltamos um impulso curto, que depois volta para nós e nós medimos o tempo que levou para chegar, obtemos com alta precisão a distância do local, onde esta o refletor no lunokhod. Penso que se pode estabelecer com precisão a libracia – movimento especial da Lua. Mas para isto é necessário realizar várias medições.”

Apesar de a Lua sempre estar virada para nós com o mesmo lado, este lado visível volta-se um pouco para lá e de volta, como que balança – está é a libracia. Os parâmetros de balanço dependem inclusive da distribuição e estrutura das rochas na espessura do satélite. Como o lunokhod está mais perto da beira do disco visível do que outros aparelhos, ele será quase que um instrumento ideal para estudar esse fenômeno.

O curioso é que durante muito tempo sabiam só aproximadamente o lugar onde parou para sempre o lunokhod. Não dá para vê-lo através dos telescópios da terra. Sabia-se que depois da descida na Lua ele percorreu mais de 10 quilômetros, explica o redator chefe da revista Novosti Kosmonavtiki, Igor Marinin:

Nos anos 70 não havia um mapa exato da Lua. O local onde ele estava era conhecido com precisão suficiente para dirigi-lo. Quarenta anos depois fizeram o mapa, combinaram a conciliação com sua rede de coordenadas. Consequentemente deram novas coordenadas a todos os objetos. Definiram também o lugar exato do lunokhod”.

Somente em 2010 o aparelho foi notado nas fotografias do satélite lunar americano. Estabelecendo rapidamente suas coordenadas, os americanos então conseguiram “iluminá-lo” com laser. Isto ocorreu pela primeira vez em 1971, quando se rompeu a comunicação do lunokhod com o centro de comando soviético. O sinal do aparelho foi muito mais forte do que de outros refletores na Lua, deixados pelas tripulações das Apollos.

Agora a distância até o lunokhod é calculada com precisão de milímetro. Suas menores mudanças lançarão luz sobre as particularidades da órbita lunar e até mesmo sobre a história do sistema Terra-Lua. Por exemplo, as medições de laser mostraram que a Lua se afasta da terra 38 milímetros por ano. Por que? Não há uma resposta definitiva. Segundo uma das versões diminui a massa e a força de atração da Terra em virtude de ela perder atmosfera. Há milhões de anos o mesmo ocorreu com Marte.

Os cientistas de ambos os lados do oceano estão convictos de que depois de 40 anos de silêncio o aparelho soviético contará ainda muita coisa. A missão do Lunokhod-1 continua.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

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